Nem o torcedor do Barça mais pessimista poderia imaginar que o clube catalão seria derrotado por 2 a 0 pelo Atlético de Madrid, em pleno Spotify Camp Nou, no duelo de ida das quartas de final da Champions League. Mas foi o que aconteceu, para a tristeza da grande maioria dos 59.299 torcedores presentes no estádio culer.

Controle e superioridade. A melhor maneira de resumir a atuação do Barça no primeiro tempo. Do outro lado, o Atlético se defendia com garra, fazia sua tradicional catimba e dependia do goleiro Musso para evitar o primeiro gol catalão. Mas o futebol é uma fonte inesgotável de surpresas.

No último minuto da etapa inicial, Julian Álvarez recebeu um lançamento e foi derrubado por Cubarsí. O árbitro revisou o lance no VAR e expulsou o zagueiro catalão em uma decisão polêmica, que condicionou o duelo e a eliminatória. Na sequência, o próprio Álvarez cobrou a falta e abriu o placar — um prêmio excessivo para o clube colchonero, que em nenhum momento mereceu.

Hansi Flick fez o que pôde e iniciou a sequência de substituições já no intervalo. Mesmo com um jogador a menos, o Barça voltou a controlar a posse de bola e pressionar o Atlético. No entanto, a falta de precisão ofensiva, em uma noite em que nada podia falhar, voltou a castigar o clube catalão na principal competição de clubes do mundo.

Sem conseguir chegar ao empate, o que já era ruim ficou ainda pior após Sorloth receber um cruzamento da esquerda e ampliar para o Atlético. Restou ao Barça assumir a derrota e focar em uma nova virada histórica na Champions, na próxima terça-feira, no Estádio Metropolitano, em Madrid. “Somos o Barça e não nos rendemos”, declarou Hansi Flick após a derrota. Resta esperar para ver.