O retorno do atacante Raphinha aos gramados, após um período afastado por uma incômoda lesão na coxa direita que durou mais do que o esperado, devolveu ao Barça muito mais do que a qualidade já indiscutível do jogador brasileiro. Agora, o clube catalão conta novamente com a garra e a liderança de um capitão que joga em prol da equipe.

Foram necessários apenas três jogos para que a diferença que ele faz em campo ficasse evidente na equipe comandada por Hansi Flick. Em Londres, contra o Chelsea, Raphinha entrou no segundo tempo, quando o Barça já perdia por 2 a 0. Não conseguiu mudar o placar, mas a dose de energia e comprometimento que demonstrou contagiou um time até então apático.

Na coletiva prévia ao duelo da Champions, Raphinha afirmou que seu objetivo é voltar a atingir os 100%. “Eu e a comissão técnica estamos fazendo todo o possível para acelerar esse processo de recuperação.” Depois disso, foi titular pela primeira vez desde a lesão, na vitória por 3 a 1 sobre o Alavés, e acabou eleito o MVP da partida.

Com o brasileiro em campo, a intensidade do Barça é outra. O próprio Raphinha reconhece que a pressão é uma de suas obsessões. “Muitas vezes sinto que sou um pouco chato com esse negócio de pressionar”, declarou após o jogo. “Há momentos em que meus companheiros devem pensar que sou exigente demais”, continuou.

Mas seu comportamento tem um objetivo nobre. “Sou assim: cobro das pessoas que sei que podem dar muito mais”, explicou. “Assumo essa responsabilidade e, depois, no vestiário, nos abraçamos e comemoramos a vitória”, concluiu Raphinha, que consolida, aos poucos, um grande respeito como capitão do Barça.